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  • Marcelo Eurípedes da Silva

QUEM VEM PRIMEIRO, O ESTUDO OU O SALÁRIO?



A pergunta provocativa, no título desse artigo, foi inspirada em um paradoxo de lógica circular (ou argumento circular) muito conhecido de todos: “quem vem primeiro o ovo ou a galinha? Esse tipo de paradoxo, em lógica, surge quando duas situações são causa uma da outra e é difícil determinar qual situação ocorreu primeiro.

Levando para o campo da educação, também encontramos o mesmo paradoxo: “eu preciso de um salário maior para investir em uma educação melhor, mas sem uma educação melhor não consigo ganhar mais”, em outras palavras: “quem vem primeiro, o estudo ou o salário”?


Podemos também expandir para o âmbito social: “as empresas pagam pouco porque temos profissionais mal qualificados ou temos profissionais mal qualificados porque as empresas pagam pouco?”


Essa lógica circular também é perigosa para a sociedade pois pode levar ao que chamamos de círculo vicioso: as empresas não evoluem devido a profissionais mal qualificados e por isso pagam salários menores, e os profissionais com salários menores ficam sem dinheiro para investir em uma educação de melhor qualidade”. No âmbito nacional isso pode levar a um país atrasado social e tecnologicamente.


Eu sei que as perguntas acima são difíceis de se responder, devido a lógica circular. Mas, diferentemente do problema do ovo e da galinha, há soluções para quebrar o círculo vicioso da educação. Basicamente a solução pode partir de duas frentes: a do poder público e a da iniciativa individual.


Seria interessante o poder público investir mais na educação fora das Universidades Públicas, pois elas não oferecem opções de ensino para um grupo de alunos importante para a sociedade, que é o das pessoas que trabalham durante o dia e estudam a noite. Porém, historicamente no Brasil, esse grupo dá poucos votos, pois é bem menor em relação ao grupo da “fome”. E os políticos, envoltos com o “cálculo político” estão interessados, obviamente, em grupos com bastante votos.


A segunda opção, seria a iniciativa individual. Ou seja, os jovens terem consciência de que uma educação melhor, pode não dar um retorno imediato em termos de salário, mas que a médio e a longo prazo o retorno com certeza vem, e assim investirem individualmente, ou junto com suas famílias, em sua própria educação.


Ah, mas você tem certeza de que o retorno vem? Sim, tenho, devido a outro provérbio bem conhecido na sociedade: “a sorte acontece quando a oportunidade encontra o conhecimento”. A oportunidade aparece casualmente em nossas vidas, mas o conhecimento não depende da casualidade, depende de nós mesmos buscarmos uma educação de qualidade.


Como diria a música de Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Assim, façamos acontecer e incentivemos nossos jovens a investirem em uma educação de melhor qualidade e não esperarem por políticas públicas, promovendo assim uma mudança na sociedade de dentro para fora, e criando um círculo virtuoso que irá beneficiar nossa região, o estado e, em última instancia, o nosso Brasil.


Prof. Ms. Marcelo Eurípedes da Silva

Mestre Engenharia Mecânica - Din. de Sist. Dinâmicos


Acesse: www.marceloeuripedes.com.br


Cursos Envolvidos: Engenharias EEP


ATENÇÃO: O conteúdo deste artigo é de inteira responsabilidade do autor, a instituição reproduz este conteúdo sem interferência ou participação.

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