• Jair Antonio de Souza

O AVIÃO CHAMADO “EMPRESA”


Quando o comandante de uma aeronave está realizando os procedimentos para pouso, estando já próximo da pista, ele vivencia um dos momentos mais críticos do voo que é o de colocar a aeronave de volta ao chão em total segurança. O comandante precisa estar atento aos sistemas de controles internos que permitem comandar a atitude correta da aeronave em sua rota de descida e, ao mesmo tempo, efetuar um controle visual do eixo da pista por onde a aeronave tocará o solo e fará sua desaceleração.


Apenas assim, as pessoas a bordo estarão livres de quaisquer incidentes ou acidentes que possam prejudicar sua integridade física ou psicológica, sem contar outros prejuízos materiais possíveis. Neste procedimento, ao comandante é exigido simultaneamente, tanto um olho para dentro quanto um olho para fora da aeronave.


De maneira correlata, no avião chamado empresa, os gestores são os comandantes, e cabe a estes garantir a qualidade das decolagens (definição dos objetivos a serem alcançados); efetuar a navegação seguindo corretamente o regulamento aéreo e os planos de voo (executar os processos operacionais definidos); e pousar o avião com segurança (alcançar os resultados definidos nos objetivos).


Nesta viagem, as ações voltadas aos controles internos (olhar para dentro) são extremamente importantes, como por exemplo, cuidar da logística, nivelar as habilidades e competências das pessoas, integrar sistemas, melhorar processos produtivos, eliminar gastos desnecessários, dar ritmo adequado à produção, gerenciar o capital de giro etc. Isto é superimportante para evitar turbulências, sem dúvidas!


Mas, devemos lembrar que todas estas ações internas só existem para atender necessidades externas, ou seja, do mercado. De que adiantaria tanta preocupação interna com o desempenho do voo, se não se sabe corretamente qual o destino que o mercado vem definindo para este tipo de aeronave?


É preciso ter uma leitura correta das mutações ambientais externas a este avião (olhar para fora), como por exemplo, verificar tendências de mercado, das preferências do consumidor, políticas econômicas vigentes, novas tecnologias etc. O olhar externo permite a definição das estratégias empresariais.


A integração entre “foco no negócio” (olhar externo) e “foco na operação” (olhar interno), é que dará o nível adequado de sustentação para os diversos sistemas da aeronave empresa: estratégico e operacional, cultural e gerencial.


Prof. Ms. Jair Antônio de Souza Mestre Administração / Pequenas e Médias Empresas


Cursos Envolvidos: Administração e Ciências Contábeis

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